Os 3 indicadores que irão alavancar a Gestão Financeira da sua EJ

Por Vinícius Rebouças, Coordenador de Gestão do Time RN

29/05/20

Muitos temas vem à mente quando se fala sobre gestão financeira: planejamento financeiro, controle de fluxo de caixa, política de investimentos, entre outros. Para as empresas juniores (EJs), existe um em particular que acabar por gerar muitas dúvidas: os indicadores financeiros. 

 

Muitos dos indicadores financeiros, quando aplicados na realidade das EJs, acabam não fazendo sentido na estrutura financeira encontrada ali, que difere da estrutura financeira de uma empresa sênior.  E mesmo quando aplicadas algumas adaptações ao cálculo dos indicadores, esses acabam não sendo tão conclusivos e não auxiliam verdadeiramente na tomada de decisão do Administrador Financeiro. 

 

Para solucionar esse problema é necessário entender que um indicador financeiro traduz, em termos monetários, a eficiência de algum processo da empresa.


 

A partir disso, torna-se possível combinar o conhecimento sobre gestão financeira ao conhecimento dos desafios enfrentados no momento pela a EJ. Isso permitirá criar e adaptar indicadores eficazes, que ajudarão a definir quais melhor estratégia a ser tomada. 

 

Quer entender melhor como funcionam esses indicadores? Separamos 3 exemplos para te ajudar a avaliar e aplicar os indicadores financeiros na sua empresa!

 

 

1- Otimizando os custos da sua empresa

Algo muito falado no mundo do empreendedorismo é: empresas são feitas para vender. Concordando ou não com essa frase, é natural que reconheça, quando se trata da sustentabilidade financeira, a importância da sua empresa júnior estar vendendo e adquirindo novos clientes. 

 

Mas tão importante quanto vender é medir a eficiência desse processo, procurando observar os ajustes que possam vir a ser necessários. Nisso o indicador de Custo de Aquisição do Cliente(CAC) auxilia bastante.

 

Ao medir o quanto está sendo investido para a aquisição de cada novo cliente, é possível ter um olhar mais analítico no processo de vendas e verificar quais gargalos podem ser otimizados. Isso gera uma economia de custos para a empresa júnior e preservar uma jornada de compra adequada ao seu cliente. 

 

Para calcular o CAC é necessário contabilizar todos os gastos relacionados aos canais de captação de oportunidades da sua empresa, sejam vendas ou marketing. 

 

Os gastos mais comuns são em ferramentas, consultorias, deslocamento dos membros para reuniões, planos telefônicos, agências de marketing, dentre vários outros. Após essa contabilização você vai dividir o valor encontrado no período analisado, pelo número de novos clientes adquiridos nesse processo. 

 

Com isso você pode comparar o quanto o seu CAC está variando durante esses períodos, e aprofundar essa análise ao entender quais pontos no processo comercial estão gerando mais gastos e como eles podem ser otimizados.


 

2- Acompanhando a saúde financeira

 

Um dos objetivos do administrador financeiro é garantir que as despesas e receitas estejam pelo menos equilibradas, para que o caixa não seja onerado. É Garantir que a operação será sustentável por mais alguns períodos financeiros, mesmo em cenários de redução de receitas.

 

Visando realizar esse acompanhamento de maneira assertiva, existe um indicador chamado de Índice de Saúde Financeira(ISF), o qual é dado pela divisão entre o caixa e as despesas realizadas em um determinado período. 

 

Dessa forma, é possível comparar os diferentes índices para os períodos distintos e averiguar como eles estão se comportando e se estão de acordo com a estratégia financeira adotada pela organização.


 

3-  Definindo um Caixa Mínimo

 

Existem muitas dúvidas sobre o quanto se pode investir na empresa júnior sobre o quanto se pode investir nos membros, ou fazer outros tipos de investimentos estratégicos.

 

Em linhas gerais, todo investimento em pessoas dentro do movimento empresa júnior tende a ser válido. Contudo esses investimentos não podem exceder um limite que possa vir a comprometer a capacidade de pagamento da EJ de suas despesas obrigatórias. Esse limite pode ser visualizado com facilidade a partir do cálculo de um caixa mínimo.

 

Existem várias maneiras de se calcular o caixa mínimo. O que definirá qual a melhor forma de calcular serão são os níveis de maturidade mercadológica das organizações. Será citada uma fórmula bem geral e conservadora, dado que na gestão financeira o único excesso permitido é o de cautela! 

 

Em uma forma bem geral e conservadora, uma maneira de calcular o caixa mínimo se resume em coletar as despesas do último período financeiro analisado e o multiplicar por 1,5.

 

Note que nessa definição de despesas entram as saídas obrigatórias para a empresa continuar em funcionamento, como pagamento da contabilidade, despesas bancárias e de documentação, plataformas para execução de serviços, despesas fiscais e legais, dentre outras que vão variar de acordo com a estrutura de cada empresa júnior. 

 

Mas lembre-se: na gestão financeira o único excesso permitido é o de cautela.


 

Agora é hora de ir para a prática!

 

Esses 3 indicadores já podem servir para você aplicar e otimizar imediatamente sua gestão financeira.  E com dedicação e estudo, ficará cada vez mais certa a construção de indicadores financeiros que façam sentido e melhorem a gestão financeira da sua empresa. 


 

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